domingo, 13 de setembro de 2009

12:00

De repente são 23:45 e tudo é escuro. Você sente o cheiro da noite e seus olhos se perdem na imensidão de pelavras sombrias. Vem o medo.
De repente é meia noite. Seu coração aperta dentro do peito, seus olhos baixam, suas mãos se fecham e você pensa em quão fundo pode ser o fundo de um poço.
Depois são 12:40, 1:00. Seus olhos se fecham e quando se abrem novamente já são 6:00. Surge o sol. Nasce o dia e com ele a esperança, o recomeço. Talvez um de tantos, talvez um que possa se tornar único. É aí que todo o medo, todo o cheiro da noite e as palavras sombrias tornam-se apenas vagas recordações, e você pensa que nada disso pode acontecer novamente.

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