domingo, 26 de dezembro de 2010

So this is the new year

Nos últimos dias do ano sempre paramos para olhar para trás, ver tudo o que se passou e refletir. Vejo 2010 como um ano cheio de realizações. Quando olho para trás, não vejo dias vagos e ócio, mas pelo contrário, vejo correria e dinamismo, que são as minhas palavras preferidas. Comecei o ano na praia, com meus pais, aproveitando a companhia deles, que foi de certa forma rara em 2009. Calor, caos, cerveja, mar, mar, mar. Passei alguns dias morrendo na piscina com o meu melhor amigo, enfrentamos algumas rodoviárias e eu enfrentei um assalto, nada demais, foi engraçado.
Voltar pra São Paulo é sempre um choque, ainda mais por conta de alguns acontecimentos bem chatos logo no começo do ano. Veio a tristeza de me deparar com a realidade de alguns fatos, afinal, entender que as pessoas não vão e não querem te esperar para sempre é um baque de vez em quando. A volta foi difícil. Demorei um pouco para me habituar de novo. Ok, entre uma festinha e outra fomos levando o começo do ano.
Em maio resolvi fazer algo por mim, e para provar à alguém que já não existia mais que eu podia. Arrumei um emprego. Provei minha capacidade de fazer um bom trabalho, e fiz. Me matriculei em vários cursos. Foi bom. Prestei a prova para o técnico de meio ambiente na etesp sabendo que era concorrido e que já não tinha passado uma vez, mas resolvi tentar de novo. Não fui bem na prova, chorei, chorei e chorei mais. Resolvi esquecer essa frustração e me acostumar à idéia de continuar trabalhando, até que um amigo muito querido disse que eu havia passado e tudo o que eu pude fazer foi agradecer e chorar! Desde que entrei na etesp tudo mudou, muita correria, cansaço mental e dezenas de trabalhos me deixaram extremamente feliz, ocupada e realizada. Viajar com os amigos para praia deserta, estudar a natureza e saber que podemos sim fazer a diferença... conheci 40 pessoas diferentes e entre elas amigos para toda a vida. Mal entrei de férias arrumei outro emprego, o que me deixou de pp nas aulas de sistemas informatizados. C'est la vie.
Os amigos antigos se mantiveram ao meu lado, sempre. Isso jamais vou esquecer. Outras pessoas tiveram mais chances do que as que realmente mereciam e não entenderam o valor disto, coisa que também não vou esquecer. Aprendi a ver as pessoas como elas são e procurar entende-las, não esperar nada de ninguém. E foi como meu antigo chefe e atual amigo me disse uma vez, no meio de uma conversa que até me emocionou: "Sabe, eu vejo você aqui nessa cadeira todos os dias por alguém. Assim você nunca vai sair dela. Faça por você mesma." É o que eu vou fazer, e venho fazendo desde então. Vem 2011!

domingo, 6 de junho de 2010

Guardar as pedras nas quais se tropeçou anteriormente em ato de experiência pode tornar sua bagagem pesada demais para que possa ser carregada. Me resta acreditar que tantas pedras se desfazem à medida que honramos o peso das mesmas, e que cada dia é mais do que apenas uma chance de se acostumar com o peso que se carrega.

sábado, 17 de abril de 2010



I can hear my train comin'
It's a lonesome and distant cry
I can hear my train comin'
Now I'm runnin' for my life
What makes a man walk away from his mind?
I think I know
I think I might know

I can feel the wind blowin'
It's sending shivers down my spine
I can feel the wind blowin'
It shakes the trees and the power lines
What makes a man spend his whole life in disguise?
I think I know
I think I might know

I think I might know
I think I might know, oh oh

I can see the sun settin'
It's casting shadows on the sea
I can see the sun, it's setting
It's getting colder, starting to freeze
What makes a man want to break a heart with ease?
I think I know
I think I might know

I think I might know
I think I might know, oh oh

Well I can hear my train comin'
Looks like time is not on my side
Well I can hear my train comin'
I'm still runnin' for my life
What makes a man pray, when he's about to die?
I think I know
I think I might know

I think I might know
I think I might know, oh oh, oh oh

I think I might know
I think I might know, woah oh



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

No fim o que resta é você. Você e o que você fez por você mesmo. Suas conquistas pessoais. Os presentes que resolveu dar a si mesma. O que resta são os amigos que optou por preservar, as viagens que decidiu fazer e o conhecimento que procurou buscar. Não deixe que te levem o direito de escolha. Não deixe que tem prendam em nome de um falso amor. Não implore e jamais, jamais ouse chorar, por mais que aquela lágrima insista em cair num momento de prece. Saiba que não importa onde estiver estará em bem se estiver em paz consigo mesma, ainda que esteja sozinha, ainda que esteja num quarto escuro. Não deixe de lado a tua verdade ou os teus valores. Honre seu nome e o suor que já escorreu do teu rosto nos tempos em que batalhava sozinha. Saiba que nunca estará sozinha enquanto tiver a ti mesma do teu lado: não te abandones.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Olhar para o nada.

Durante toda minha vida assistí seriados e novelas que terminavam com as pessoas olhando para o nada, de "coração partido", com o olhar distante. No fundo sempre tive o desejo de entender como se sentiam aquelas pessoas que eram incapazes de chorar ou gritar e ao mesmo tempo incapazes de sorrir. É como eu sempre digo: cuidado com o que se deseja.
Eu encontrei o amor numa manhã de sábado que parecia ser como qualquer outra. Conhecí alguém que e poucos dias se tornou a razão de minha existência e o motivo pelo qual eu procurava evoluir de algum modo. Eu sempre soube quais eram os defeitos da pessoa que eu amava. Eles me incomodavam, mas o sentimento em si faziam com que fossem coisas secundárias. Agora que estamos distantes esses defeitos me encomodam mais do que me encomodavam antes. Parece contraditório, mas é verdade. Sinto-me como uma criança que tentou fazer algo certo e ainda assim levou um pito. Talvez eu não tenha feito o meu melhor. Talvez eu tenha tentado em vão.
Tudo isso me fez voltar a antiga reflexão: por que será que aquelas pessoas olhavam o horizonte sem expressão? Agora eu entendo. Elas olhavam o horizonte pois não havia motivo para que chorassem nem para que sorrissem. Talvez tenham chego à mesma conclusão à que cheguei: a de que algumas coisas não estão a nosso alcance. Mudar a pessoa que amamos, ficar com elas para todo o sempre como nos foi prometido... Pois é.
No dia em que se percebe tudo isso, e mais ainda, que se percebe que ainda há algo dentro de você, que só aumenta e se multiplica num misto de amor/confusão/saudade/mágoa/medo/ódio, olha-se para o horizonte, para a noite, para o nada.

domingo, 25 de outubro de 2009

Se me dessem um tesouro muito valioso, eu ao certo ficaria em dúvida sobre como guarda-lo. Talvez os tesouros sejam complicados. Ao passo que alguns lhe dão todo o valor do mundo, alguns não sabem que cuidados devem tomar. Quando você não sabe muito bem que cuidados tomar e mesmo sem querer deixa que algo aconteça, se sente imensamente lezado, e daí pra frente toma todos os cuidados do mundo pra que isto não aconteça de novo, e nada possa lhe tirar seus diamantes. Talvez por isso comparem os diamantes com o amor. Alguns dão valor à uma coisa, outros à outra, mas ambos têm medo de perde-la.
Eu tenho medo de perder a pessoa que eu amo, e por isso me esforço para que isso não aconteça. Todos procuram desde algum momento a pessoa que a complete. Mesmo sem nunca te-lo visto, todos sabem o que é um brilho no olhar, e querem que chegue o dia em que o conhecerão. Mas enfim.
Eu poderia falar durante horas o quanto foi bom esse sábado e o quanto eu queria que ele se repetisse. O quanto eu fiquei chateada de ter que voltar. Talvez pelo clima e pelo ambiente, mas muito provavelmente pelo simples motivo de saber que, pelo menos ali, durante algumas horas, nada seria capaz de nos perturbar.
Só eu e você, e a nossa realidade, quem sabe. É o que me mantém e satisfaz. E é o que eu agradeço todos os dias.




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Fique tranquilo, porém atento!


Muitas vezes me pego confusa ou até com raiva de mim mesma pois percebo que estou tomando atitudes que um dia critiquei. Talvez isto até venha a ter seu lado positivo, uma vez que eu passe a julgar menos os atos alheios e observar mais os meus próprios. Há momentos em que tudo parece confuso. É difícil administrar as 24 horas do dia entre os deveres, os prazeres simples e as pessoas queridas.

Quando estamos errados ou quando algo não vai bem, por menos claras que as coisas estejam, nós sabemos disso - seja de que forma for. Não devemos, portanto, admitir que as palavras repressoras de qualquer pessoa nos façam tomar atitudes impensadas. Não digo que não devemos prestar atenção em conselhos que nos são dados, muito pelo contrário. Creio que temos muito a aprender com outras pessoas. Mas repito: devemos aprender, e não nos deixar dominar (da mesma forma que aprender é uma das formas de não se deixar dominar).

O que quero dizer com tudo isso é simples: não há porque martirizar-se uma vez que se tem consciência de seus atos. Ou como diz na capa de um dos livros que mais admiro: "Chafurdar na lama não é a melhor maneira de manter-se limpo".